08/02/17

Projeto PETRA forma gestores públicos de Mato Grosso para o processamento de dados ambientais por meio do sensoriamento remoto

Especialista da ONF International apoia capacitação na Sema (Foto: Acervo do PETRA)

Especialista da ONF International apoia capacitação na Sema (Foto: Acervo do PETRA)

O evento ocorreu no final do ano passado, em dezembro, na Secretaria de Estado de Mato Grosso (Sema), para representantes da instituição e do Fórum de Mudanças Climáticas Mato-grossense, e contou com a participação de Cédric Lardeux, especialista em geoprocessamento da ONF International. A ação se insere no eixo de formação do projeto Plataforma Experimental para a Gestão dos Territórios Rurais da Amazônia Legal (PETRA), mais especificamente no componente “3 – Contribuição para o reforço das capacidades dos agentes econômicos e dos poderes públicos”.

O curso serviu como uma introdução ao mapeamento da cobertura dos solos com o suporte dos satélites Sentinel 1 e 2 da Agência Espacial Europeia (ESA). O conteúdo da capacitação, como a apresentação de slides e os tutoriais, estão disponíveis no link http://petra.eco.br/sentinel. Estas publicações explicam o conceito de sensoriamento remoto, um processo que permite a aquisição de informação sobre a superfície terrestre sem manter contato direto, em campo.

Sentinel B

Participantes da formação acessam os tutoriais sobre o sensoriamento remoto (Foto: Acervo do PETRA)

Considerando a metodologia apresentada, as vantagens do sensoriamento remoto são a gratuidade das ferramentas, a possibilidade de gerar uma visão global e histórica das informações, a alta resolução e frequência das imagens utilizadas e também a disponibilidade de dados de lugares de difícil acesso. A metodologia possui duas modalidades: ótica e por radar. O sensoriamento remoto ótico utiliza as ondas infravermelhas para formar imagens da superfície terrestre de acordo com o reflexo da radiação solar. Dessa maneira, os sensores dos satélites conseguem reconhecer as formações terrestres a partir das “assinaturas” geradas pelo reflexo específico de cada área. Esta tecnologia depende de elementos da atmosfera, como nuvens, neblina e poluição.

Por outro lado, o sensoriamento remoto de radar gera pulsos (sinais de micro-ondas) e os seus sensores recebem de volta a energia refletida e espalhada de determinada área. A produção de imagens por este método é influenciada pelo comprimento de onda, pelo ângulo da incidência e pela sensibilidade à umidade e rugosidade. O uso da tecnologia radar viabiliza o acesso a dados de alta qualidade, não sensíveis às mudanças atmosféricas (como nuvens, neblina etc.).

A formação promovida pelo PETRA pode contribuir para o monitoramento das formas de uso e de ocupação do solo no estado de Mato Grosso, visando apoiar o aprimoramento das estratégias públicas para a conservação ambiental.

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Comentários

  • Durante a reunião de encerramento do PETRA, o comitê gestor afirmou o desejo e a importância de continuar o projeto | ONF Brasil disse: 20 de junho de 2018 às 08:14

    […] O comitê lembrou ainda do grande potencial da cadeia do extrativismo da castanha e do apoio à estruturação da atividade na região, que poderia ser contínuo. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA-MT) também ressaltou a riqueza das diversas capacitações promovidas pelo PETRA e mostrou interesse em manter a estreita cooperação técnica. Atualmente os técnicos do órgão incorporaram no seu cotidiano aprendizados adquiridos nesses dife…. […]

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