23/02/17

Produtores agrícolas de Cotriguaçu recebem apoio do PETRA para formar cluster de café agroflorestal

Produtores agrícolas de Cotriguaçu recebem apoio do PETRA para formar cluster de café agroflorestal 2

Agricultores de Cotriguaçu (MT) se reúnem em oficina de Sistemas Agroflorestais (Foto: Acervo PETRA)

 

“Como as florestas sobrevivem sozinhas? Temos que imitar a floresta”, defendeu Marina Yasbek Reia, pesquisadora do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia – Idesam. O princípio contribui para a estruturação da agrossilvicultura, metodologia sustentável que combina diferentes sistemas produtivos: agrícolas e arbóreos. Considerando o potencial do café agroflorestal para combater o desmatamento na região do Noroeste do Mato Grosso, o projeto PETRA (Plataforma Experimental para gestão dos Territórios Rurais da Amazônia Legal) organizou uma oficina com atores locais em novembro do ano passado na Fazenda São Nicolau e no Projeto de Assentamento Juruena, ambos no município de Cotriguaçu.

A demanda pela oficina foi identificada pelo estudo “Viabilidade de um projeto agroflorestal baseado no café na Fazenda São Nicolau e integração dos agricultores locais”, realizado entre abril e julho de 2016. A pesquisa identificou o interesse dos agricultores da região em participar de um cluster de café agroflorestal – um arranjo colaborativo que concentraria os produtores locais. O desejo foi expresso tanto por donos de cafezais como por aqueles dispostos a plantar esta cultura. Esta é uma oportunidade para o desenvolvimento local sustentável, uma vez que a análise verificou a existência de um mercado robusto para o café. A hipótese é de que o sistema agroflorestal agregaria valor ao produto, visto como um diferencial face ao plantio convencional.

 

Atores locais trocam experiências para a formação de um cluster (Foto: Acervo PETRA)

Atores locais trocam experiências para a formação de um cluster (Foto: Acervo PETRA)

 

A atividade se insere no componente 3 do PETRA, a saber “Contribuição ao reforço de capacidades dos agentes econômicos e poderes públicos”. Entre as necessidades elencadas pelo estudo, está a implementação de cultivos pilotos do café agroflorestal em Cotriguaçu para avaliar as soluções técnicas e os custos associados com os modelos da fazenda tradicional e da agricultura familiar. Os pesquisadores também sugeriram o diálogo com os atores (produtores e fomentadores rurais) para verificar as condições, os impactos positivos, os desafios e as prioridades para o estabelecimento do cluster.

Além dos atores locais, participaram da oficina os parceiros do PETRA, como o Instituto Centro de Vida – ICV, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural – Empaer e a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar – SEAF. Os agricultores trocaram experiências e debateram sobre a irrigação dos cafezais, a obtenção de recursos para a produção, a relevância de capacitações, a organização coletiva e a realização de mutirões.

Saiba mais sobre a oficina em: http://petra.eco.br/oficina-saf.

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