17/07/17

Especialistas em sensoriamento remoto visitam Colniza, Cotriguaçu e Juruena (MT) para confirmar desmatamento identificado em imagens de satélite

Em Colniza, os pesquisadores observaram áreas recentemente desmatadas (Foto: Luciana Estevam / Acervo PETRA)

Em Colniza, os pesquisadores observaram áreas recentemente desmatadas (Foto: Luciana Estevam / Acervo PETRA)

A missão de campo de junho integra as atividades de desenvolvimento do observatório territorial do projeto PETRA (Plataforma Experimental para a Gestão dos Territórios Rurais da Amazônia Legal). O objetivo da ferramenta é apoiar a tomada de decisão dos gestores públicos, sociedade civil e produtores no Noroeste de Mato Grosso. Alexandre Bouvet e Stéphane Mermoz, pesquisadores seniores do Centre d’Etudes Spatiales de la BIOsphère (CESBIO), participaram das visitas na companhia da Luciana Rebellato, coordenadora científica do projeto, e da Luciana Estevam, consultora do PETRA para o desenvolvimento do observatório.

Os representantes do CESBIO são especialistas em sensoriamento remoto para o uso de imagens de radar aplicadas à vegetação. Na parceria com a ONF International para apoiar a criação do observatório territorial do PETRA, a instituição havia começado a análise da região a partir de imagens de satélite e a missão foi organizada para comprovar as análises em campo.

O sensoriamento remoto permite interpretar as dinâmicas de uso do solo com base nas respostas dos sensores, mas as saídas de campo são essenciais para confirmar o que é observado nas imagens. Essa foi a segunda missão de campo organizada para a coleta de dados do Observatório, que complementa as informações coletadas na primeira missão em setembro de 2016. Os indicadores que constaram no Observatório foram definidos de forma participativa em workshops organizados em dezembro de 2016 e abril deste ano.

Percorrendo a região de Colniza, Cortiguaçu e Juruena, os pesquisadores confirmaram as características de desmatamentos recentes de corte raso (remoção completa da cobertura florestal), observadas nas imagens de satélite. O cálculo é de que os desmatamentos em questão ocorreram entre janeiro e junho.

Durante a missão de campo, os envolvidos enfrentaram contratempos para acessar os locais selecionados devido à qualidade das estradas na região Noroeste de Mato Grosso e pela dificuldade de encontrar os proprietários dos imóveis rurais particulares para autorizarem a entrada do grupo.

Segundo a Luciana Rebellato, “a visita foi muito oportuna, pois foi possível conhecer a região, a vegetação nativa e as principais formas de uso do solo para a produção econômica. Os pesquisadores também ficaram bastante surpresos com a forma organizada com que as propriedades particulares são invadidas e como a vegetação nativa é derrubada e queimada”.

Além das áreas de queimadas, os especialistas também passaram por pastagens onde perceberam diferentes regimes de manejo: sistema de rotação, pastejo intenso e de descanso. Por fim, visitaram áreas em estágio de regeneração da vegetação nativa.

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