25/10/16

Castanha-do-brasil se destaca entre os produtos florestais não-madeireiros analisados pelo PETRA para estimular práticas sustentáveis no mercado

Relatório apresenta cadeias produtivas dos derivados da castanha-do-brasil, seringueira e babaçu (Foto: Pixabay/Domínio Público)

Relatório apresenta cadeias produtivas dos derivados da castanha-do-brasil, seringueira e babaçu (Foto: Pixabay/Domínio Público)

 

Análise realizada pela Ecotoré Serviços Socioambientais identificou o Noroeste do Mato Grosso como região estratégica para a produção florestal não madeireira no estado. Em especial, a castanha-do-brasil foi o produto com melhor perspectiva de crescimento. O estudo, concluído em junho deste ano, foi realizado no âmbito do projeto Plataforma Experimental para gestão dos Territórios Rurais da Amazônia Legal (PETRA).

O relatório da pesquisa está disponível no site petra.eco.br e a ação se refere ao primeiro componente do PETRA que visa a “promoção dos sistemas de produção econômica e ecologicamente eficientes”. O objetivo é gerar conhecimento que fundamente as decisões dos produtores rurais para o desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis e a perenidade de seus investimentos. A análise se baseou em levantamento bibliográfico, dados secundários e estudos de caso. As cadeias produtivas foram abordadas a partir de uma perspectiva técnica e econômica, compreendendo os derivados de castanha-do-brasil, seringueira e babaçu.

Os estudos de caso foram realizados entre 02 e 11 de março de 2016 nos municípios de Alta Floresta, Cotriguaçu, Santa Clara, Ouro Verde, Colniza, Guariba, Juruena, Vale do Amanhecer, Aripuanã, Juína e Juara. Os pesquisadores percorreram aproximadamente 2 mil quilômetros de carro para a pesquisa de campo e entrevista dos responsáveis pelos empreendimentos.

A partir dos dados levantados, foi realizada uma análise das forças, oportunidades, fraquezas e ameaças do mercado. Verificou-se a existência de diversas políticas públicas para fomentar as cadeias produtivas em questão. A principal fonte dos recursos é o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF). Contudo, os pesquisadores também indicaram fontes federais, estaduais e municipais a partir de linhas de crédito, editais e agências de fomento.

A castanha-do-brasil envolveu o maior número de organizações empreendedoras, produtos derivados e faturamento da safra de 2015. O azeite desta espécie foi o que recebeu maior valor agregado, variando entre 25 e 33 reais. A barrinha de cereal de castanha também se destacou no comparativo.

Dentre as recomendações do relatório, está a necessidade de divulgar os resultados das pesquisas para os empreendimentos que participaram das análises e também as alternativas testadas na Fazenda São Nicolau, como sistemas agroflorestais, agrosilvipastoris e manejo sustentável.

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